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Um ano sem Thiago de Mello rememora sua poesia universal

Uma missa em Manaus, na igreja centenária de São Sebastião, sábado, 14/1, celebrada a pedido da família, marcou a passagem de um ano da morte do poeta ribeirinho e universal, Thiago de Mello.

 

 

 

 

No convite à missa aos amigos e admiradores, o poema Fim do Mundo, do livro Narciso Cego, mostra a dimensão de infinito que o poeta tinha da morte e sua eternidade. A Prefeitura de Manaus na gestão David Almeida reconhece o significado artístico de Thiago de Mello e celebra sua memória e poesia.

 

 

A diretora-presidente, em exercício, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Oreni Braga, enfatizou que a Prefeitura de Manaus, lembra ao mesmo tempo que lamenta pela perda desse ícone da poesia mundial.

 

 

“Thiago trazia para nós e deixou como legado a reflexão sobre a importância do homem da Amazônia, sobre a importância da Amazônia para o Brasil e para o planeta”.

 

 

Para o presidente do Concultura, Tenório Telles, amigo do poeta, “A Poesia é a expressão dos sonhos e esperanças de um povo. Também da liberdade e da alegria. O poeta Thiago de Mello encarnou como poucos esses ideais tão fundamentais a todos nós”. Ele comenta que sua poética é marcada por uma profunda humanidade e intensidade lírica. “Nesse primeiro ano de ausência, sua obra continua viva e a nos falar da importância de vivermos sempre buscando possibilidades novas de existência, como manifesta no poema “A vida verdadeira”: “Não, não tenho caminho novo / O que tenho de novo é o jeito de caminhar”.

 

 

Telles, lembra que sua criação eterna, “Estatutos do Homem”, é um manifesto a favor da bondade, da amizade e do sonho de um tempo feliz para os seres humanos”.

 

 

Universal

 

 

Amadeu Thiago de Mello, nasceu em Barreirinha, no dia 31 de março de 1926, e morreu em Manaus, em 14 de janeiro de 2022. Poeta e tradutor brasileiro, é considerado um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura de sua geração.

 

 

Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura (1964-1985), exilou-se no Chile, quando encontrou em Pablo Neruda um amigo e colaborador.

 

 

Ainda no exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França e Alemanha. Com o fim do regime militar, voltou a sua cidade natal, Barreirinha, depois mudou-se para Manaus, onde viveu até sua morte.

 

Seu poema mais conhecido é “Os Estatutos do Homem”, onde o poeta chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana e está exposto na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. A “Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida” que rendeu-lhe, em 1975, ainda durante o regime militar, um prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, tornou-o conhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos Direitos Humanos.

 

 

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Texto – Cristóvão Nonato / Concultura e Manauscult

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