Histórico Concultura

Por ser um elemento integrador de um povo, a Cultura deve estar na pauta política e no cenário nacional.

Atuando com seu potencial de unificação, identidade, criatividade e diversidade, acultura é essencial para a formação e o desenvolvimento individual e social, desencadeando processos de geração de emprego e renda quando aliada a produção, difusão, valorização do patrimônio e fomento ao turismo.

Aliada à educação, a cultura é um poderoso instrumento de transformação e de inclusão social, em qualquer tempo e lugar.

É fundamental para a afirmação internacional da nação, e também na luta da sociedade contra as estruturas de dominação das minorias privilegiadas.

Sua constante transformação permite ao ser humano acessar e processar os diferentes mundos, comportamentos e padrões estéticos, desenvolvendo espírito crítico necessário ao exercício pleno da cidadania. Cultura, portanto, deve ser questão central do projeto Nacional, Estadual, Municipal de desenvolvimento e do modelo de país que se almeja.

Com esse pensamento as comunidades artísticas e literárias do Amazonas protagonizaram o debate da política cultural para a confecção do texto constitucional da cultura por ocasião da organização e sistematização da Constituição Estadual, em 1989.

Existia neste movimento, a preocupação em trabalhar para a mudança de todas as práticas populistas adotadas até aquele momento por um grande projeto de humanização e inclusão social pela cultura.

Depois do glorioso movimento da Madrugada, esse foi o maior movimento organizado a constar na História do Amazonas.

Pela primeira vez os artistas, organizados em suas associações representativas: Sindicato dos Escritores, Associação Amazonense de Escritores, Ordem dos Músicos do Brasil, Sindicato dos Músicos do Amazonas, Federação de Teatro Amador do Amazonas, Associação de Artistas Plásticos do Amazonas, Associação de Dança do Amazonas, Associação de Repórteres Fotográficos do Amazonas, Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Associação dos Cineastas do Amazonas, Produtora Gens da Selva Cultural, Associação dos Quadrinheiros de Manaus, Associação de Compositores e Intérpretes do Amazonas, entre outras, reuniram-se por muitos dias em torno de um debate de revisão crítica da cultura de nosso Estado.

Desta vez, o movimento assumiu características públicas.

Era de responsabilidade geral e exclusiva dos artistas a organização dos pontos que foram debatidos e as propostas de linhas de discussão final, pautadas na ampliação do conceito de cultura e na democratização do acesso aos bens e serviços culturais.

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